Rede CoVida lança Guia Prático de Máscaras de Tecido

Thiane Neves Barros*

O novo normal é que a gente saia de casa, quando necessário, e encontre nas ruas um cenário que lembra reportagem internacional: as pessoas andando na rua com suas máscaras. Porém, a dose de regionalidade é que aqui, a maioria é feita de forma artesanal. Mas desde a produção até a higienização, para que o item cumpra sua função de proteger, precisa seguir alguns parâmetros. Por isso a Rede CoVida – Ciência, Informação e Solidariedade lança nesta quinta, dia 11 de junho, o Guia Prático para Confecção, Uso e Higienização de Máscaras de Tecido.

O Guia acompanha a Nota Técnica sobre ‘Uso de máscaras de tecido em locais públicos frente à Covid-19” é ilustrado e está disponível aqui. Além disso, material traz orientações para melhor uso do equipamento de proteção e também dicas de como higienizá-las para que possam ser reutilizadas. O material, bem com o uso de máscaras, não desobriga a necessidade de ficar em casa.

Entre todas as recomendações médicas para cuidados durante esta pandemia, o distanciamento social e a higienização das mãos são os mais importante de todas. Entretanto, sabe-se que milhares de pessoas precisam sair de casa diariamente para trabalhar e/ou eventualmente para realizarem compras, irem a farmácias, clínicas médicas, realizarem passeios com animais domésticos para as necessidades diárias e compromissos emergenciais, nos quais o uso de máscaras é indispensável para a segurança de todas as pessoas.

As máscaras são importantes para cobrir nariz e boca e assim evitar contato entre mucosas e gotículas de saliva que possam ser expelidas via oral. Sem o uso de máscaras essas pessoas que precisam realizar essas tarefas ficam em maior condição de vulnerabilidade e risco de contágio pelo novo Coronavírus. Por isso passaram a ser um equipamento de proteção individual de uso obrigatório.

Devido à grande demanda de máscaras descartáveis nos ambientes hospitalares e com os altos preços praticados em outros tipos de máscaras, cientistas e profissionais de saúde passaram a indicar o uso de máscaras de tecido, pois podem ser confeccionadas com tecidos já existentes em casa (como o algodão) e por isso se tornaram também uma possibilidade mais econômica e acessível para a população.

As recomendações para a confecção dos modelos indicados no Guia foram feitas pelas costureiras do Projeto Delas para Todes, que produzem máscaras de tecido para doações. O conteúdo científico foi levantado por pesquisadores da Rede, com formação em epidemiologia e infectologia, e ilustrado por uma equipe de estudantes liderada pelo ilustrador João Adami. 

Algumas dicas:

1. De preferência use tecido de algodão com trama bem fechada, como tricoline puro ou malha (peça na loja de tecido malha 30.1 cardada)

2. O tecido de leçois, fronhas e camiseta (de algodão) funcionará muito bem

3. A máscara deve ser trocada a cada 3 ou 4 horas, ou antes, se estiver umedecida. Por isso, o ideal é levar com você outra máscara de reserva protegida por um saco plástico

*Thiane Neves Barros – Doutoranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), Mestra em Comunicação, Cultura e Amazônia (UFPA), professora, pesquisadora e publicitária. Colabora voluntariamente para a Rede CoVida.

Este texto tem a supervisão de Karina Costa, Mestre em Comunicação e Informação em Saúde pela Fiocruz, analista de comunicação do Cidacs.

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